MPME

Sofremos na pele os efeitos de uma crise sanitária que paralisou o País, a atividade económica e a vida em sociedade, e que atingiu largos estratos sociais, em primeiro lugar os trabalhadores que, para além dos riscos da doença, se viram confrontados com a liquidação de postos de trabalho, o desemprego, a restrição de direitos e a quebra brutal de rendimentos.

É inegável o impacto do surto epidémico na atividade das micro, pequenas e médias empresas e pequenos produtores, no condicionamento da atividade produtiva e no escoamento da produção, assim como na vida dos trabalhadores independentes. Este conjunto constitui mais de 99% do tecido económico português. Milhares liquidaram a atividade e a maioria vive dias amargos. Que o digam, também, os comerciantes da nossa terra.

É necessário continuar a responder ao grave problema de saúde pública que enfrentamos, mas é também urgente responder à acelerada degradação da situação económica e social destas MPME. Tem havido apoios mas que se mostram insuficientes. Agora que se começa a discutir o orçamento suplementar do estado, deverão ser salvaguardadas medidas de apoio da parte do governo para a sua viabilidade.

São necessárias medidas urgentes e simultaneamente medidas de fundo para que o país garanta uma vida melhor para quem trabalha, para quem vive da sua pequena empresa, para quem está mais vulnerável.

Coutinho Lopes
CDU Almeirim

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