Pense o capacete

A discussão pública, iniciada a 9 de dezembro de 2012, pela Associação Nacional de Segurança Rodoviária, e terminada no dia 8 de janeiro, deu oportunidade a todo o cidadão português de sugerir propostas com o intuito de melhorar o Plano Estratégico de Segurança Rodoviária, o PENSE 2020, um conjunto de ações que visa corrigir e melhorar, até 2020, as regras, leis e infraestruturas rodoviárias nacionais.

Entre as várias propostas incluídas neste plano existe uma que, tendo em conta que a bicicleta faz parte das histórias e tradições destes concelhos, tem por objetivo a obrigação de utilização de capacete por todos os seus utilizadores, seja esta usada como meio de transporte ou desportivo. Por parte do governo de Portugal já se ouviram afirmações de que tal medida dificilmente siga em frente, e muitos utilizadores de bicicleta já levantaram as suas vozes contra tal obrigatoriedade, em alguns casos defendendo que isso desmotivaria ainda mais a utilização da bicicleta.

A utilização de capacete deve ser vista como uma necessidade. Cada um, no seu bom senso, devia ter em boa consideração a utilização desta forma de proteção antes de subir para um biciclo. De longe, a necessidade de uma obrigação, claro, mas os que defendem que a simples viagem ao pão (a título de exemplo), de boina na cabeça e velocidade moderada para que o vento não a leve, não vai representar qualquer risco ou necessidade de um capacete, eu respondo: não colocamos um cinto de segurança ao entrar no carro porque vamos sofrer um acidente, apenas por prevenção. E assim deveria ser visto o uso do capacete.
Aos que usam a bicicleta, e insistem e persistem na resistência ao capacete, deverão ter em conta que os veículos com que partilham as estradas nem sempre respeitam a bicicleta; que azares ocorrem; a velocidade a que se deslocam é mais do que suficiente para provocar danos graves. Evitem – no azar de uma cabeça rachar tal melão maduro – concluir que, afinal, um capacete poderia ser suficiente para evitar tamanhas mazelas.
A prevenção é algo a ter em conta, e é necessário protegermo-nos.

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