Causticíssimo

Desde o início da democracia que se assiste ao debate interpartidário onde se verifica a seguinte condição: o partido que lidera o governo, seja ele local, regional ou nacional, leva a debate os diplomas que pretende discutir e seguir para a sua aprovação, e a oposição a rebater e criticar. Até aqui nada de errado se a crítica fosse construtiva, e não cáustica e destrutiva, como todos nós temos sido habituados.
A questão basilar da democracia é o debate, e este empobrece, sempre que a crítica seja feita apenas para não se remeter ao silêncio. O debate e o combate político enriquece quando a crítica ajuda ao crescimento dos diplomas.
Nos últimos tempos, tem-se assistido à crescente crítica ao Executivo Municipal, liderado pelo Partido Socialista, da parte de um partido ligado à oposição. Numa primeira instância por um Vereador da Câmara Municipal de Lisboa, demonstrando um claro desconhecimento de causa ao falar de Almeirim, e do líder da estrutura distrital da juventude partidária a si associada.
Há matérias relevantes que têm lugares próprios para a discussão política da coisa, pena é que muitos não frequentem as assembleias e levem o assunto à discussão.
No entanto, não pretendo continuar a crítica, pretendo sim, enaltecer o trabalho de todo um executivo. A construção de equipamentos disponíveis à utilização de todos João Seixas os cidadãos, candidaturas sucessivas a Fundos Comunitários, que terminam sempre de forma positiva para o nosso concelho, investimentos camarários consecutivos que a longo prazo se vão revelar vantajosos para Almeirim e, claro, a aposta na inovação, com o arranque do Lezíria Labs, que resulta da parceria do Município com o ISCTE. Em política não pode valer tudo, e a crítica, apenas para fazer barulho e destruir, não pode manter-se nesta nobre arte. Os atos? Ficam para quem os pratica.

 

João Seixas – Estudante universitário

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