RibaEquestre a inovar na cidade

A Escola de Equitação RibaEquestre destaca-se pela sua localização no centro da cidade de Almeirim. As instalações da escola estão adaptadas aos tempos de hoje, como todas as necessidades exigidas para a mobilidade reduzida, diz o dinamizador do projeto Francisco Pacheco.

Francisco Pacheco, dinamizador do projeto, explica a O Almeirinense que “o gosto pelos cavalos começou desde que nasci. Na minha casa sempre houve cavalos, o meu pai participava em concursos de raids e parece que pegou o bichinho aos filhos. Sempre foi incutido em mim e nas minhas irmãs o gosto pelos cavalos e pela prática da equitação”. Daí até perceber que podia um dia fazer vida com os cavalos não passou muito tempo: “Durante toda a minha infância frequentei aulas de iniciação à equitação. Em 2009, pensei levar esse meu gosto um bocadinho mais a sério, candidatando-me na Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Alter do Chão, no curso de Gestão Equina, o qual terminei em Junho de 2012 como Ajudante de Monitor (Treinador Grau I). Posteriormente, pensei apostar pela diferença, pois não poderia ser apenas mais um. Em 2013, inscrevi-me no curso de Auxiliar Técnico de Equitação Terapêutica no Centro Equestre João Cardiga. Em 2014, primando pela ambição, quis prosseguir com a minha formação frequentando a Pós-Graduação em Hipoterapia na Universidade Autónoma de Barcelona, a qual terminei no passado mês de Julho de 2015, tendo sido o primeiro português a obter esta formação na Universidade referida anteriormente”.
O cavaleiro almeirinense sublinha ainda que “em nada podemos ser bons sem muito espírito de sacrifício, muito empenho e trabalho, mas essencialmente o gosto pelo nosso parceiro. É importante montar muitos cavalos e todo o tipo de cavalos, sejam eles bons, maus, calmos, enérgicos, novos ou velhos… e amá-los, valorizá-los, aproveitando cada momento a cavalo, encontrado as suas virtudes para que o trabalho se torne meritório”.
Como professor na Escola de Equitação RibaEquestre, Francisco trabalha e entrega-se diariamente aos cavalos e alunos, sabendo que “cada dia temos os nossos altos e baixos. Ambiciono a todo o custo que os meus alunos adquiram todo o conhecimento alcançado ao longo do meu percurso, transmitindo-lhes confiança, autoestima e a consciência de que dia após dia serão capazes de mais e melhor dependente da sua dedicação. Desde que decidi seguir esta área, procuro adquirir novos conhecimentos técnicos e teóricos no que diz respeito à equitação, nas diferentes modalidades”.
Para além das aulas de volteio ou com cela, a escola tem sessões de hipoterapia que têm como objetivo “proporcionar às pessoas com necessidades especiais (físicas, mentais, visuais, auditivas) o seu desenvolvimento, estimulando as suas potencialidades, respeitando os seus limites e visando a integração e inserção social. Os benefícios da hipoterapia são diversos a níveis cognitivos, físicos e psicológicos. A nível cognitivo contribui para a estimulação da concentração. A nível físico permite melhorar o equilíbrio, a postura e a respiração. A nível psicológico exercitamos o aumento de autoestima, confiança, da tolerância à frustração e diminuição da agressividade”, destaca Francisco que explica também o porquê deste investimento na sus terra natal: “Sou filho da terra, nascido e criado. O facto de não haver pessoas qualificadas nesta área fez com que decidisse avançar com este novo projeto, mesmo sabendo que há espaço para todos, nesta tão pequena cidade”.
O projeto é ainda recente mas “a receptividade tem sido positiva”, revela Francisco que diz ainda que “é uma área sensível no seio da sociedade e que leva o seu tempo à sua aceitação. Algumas pessoas vêm a medo, mas após experimentarem percebem que será uma mais valia para a promoção do bem-estar dos seus. Graças à divulgação de alguns conhecidos temos tido a visita pontual de algumas pessoas fora da região”.
Neste ano, Francisco Pacheco tem “como principal objetivo melhorar as competências dos alunos, aumentar o número de alunos na escola e criar uma equipa multidisciplinar de acompanhamento adaptado à intervenção precoce e ensino especial. Sonhando um pouco mais alto, e ambicioso como sou, gostaria de ver os meus alunos de hipoterapia a concursar em provas adaptadas. Isto seria a cereja no topo do bolo para o meu primeiro ano enquanto especialista”, conclui.

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