Editorial – 1 de abril

Tenho andado muito a pensar no que escrever aqui a propósito do caso de violência doméstica a que assistimos recentemente na nossa cidade. Sou sincero: Fiquei chocado com a violência dos acontecimentos e com o pós. Não vou, para já, falar em nomes, mas, a seu tempo, admito revelar pormenores do que se passou pois acho que o sistema falhou em toda a linha. Para as pessoas meditarem, deixo só alguns dados. Primeiro, houve uma resposta lenta das autoridades locais, com exceção da GNR, que terá tido uma atuação irrepreensível, e só quem não viu o que fizeram para a captura do homem pode dizer alguma coisa. Depois, vir com o argumento do “sigilo” servirá apenas para encobrir a incompetência. Não é aceitável que logo no domingo não se tenha ido à procura das crianças para prestar apoio psicológico e na segunda-feira, na escola, também não tivesse sido feito nada. Mas nada me espanta, porque até para responder a uma mensagem a demora foi de 12h e para dizer que não era em Almeirim. Por acaso foi em Almeirim, as crianças estudam em Almeirim mas até podia ser fora, na Jamaica … Aconteceu na nossa cidade, saiu em todos os jornais e algumas TV´s, que alguém com responsabilidade devia ter agido e não pensar só na fotogenia das fotografias. Mau demais para ser verdade… Noutro âmbito, mas ainda envolvendo escolas, será justo reconhecer que o ranking das escolas coloca as Fazendas de Almeirim na primeira metade das classificações. Um resultado muito positivo e que não foi expresso com essa nitidez na última edição.

Valter Madureira

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