Violência Doméstica

Segundo dados da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), a violência doméstica cresce em Portugal,vitimando,não só,mas sobretudo as mulheres.Só neste semestre,já 11 mulheres perderam a vida,na maioria dos casos por aqueles que alegadamente diziam gostar delas.Uma forma trágica e cruel de amar.É importante alertar a sociedade para esta triste realidade.No que toca ao nosso Distrito de Santarém,segundo os dados da APAV no último relatório anual,o Concelho de Santarém registou o maior número de registos,com 128 vitimas apoiadas seguindo-se o Concelho de Almeirim que ocupou o segundo lugar do distrito com 23 de vitimas apoiadas.Os números podem se considerar alarmantes tendo em conta que aumentam ao longo dos anos,muitos deles perduram e terminam em desfechos trágicos,enquanto que em vários casos as vitimas preferem manter-se em silêncio sendo quase impossível disponibilizar ajuda.Numa questão de proporcionalidade o nosso Concelho de Almeirim regista valores iguais a Concelhos de tamanho francamente superiores como é o caso de Leiria,algo em que nos dá que pensar.Há aqui muito a fazer.Ao nível das campanhas públicas,mas,também,do tratamento policial do crime,do enquadramento social das vítimas,do apoio psicológico às famílias e do funcionamento rápido da Justiça.Este é um crime público,e do ponto de vista das políticas públicas tudo temos que fazer para atacar e resolver o problema de vez.Uma pessoa que é vítima de violência doméstica tem de ter apoio imediato do Estado.É um apoio que não pode esperar pelos tempos dos tribunais.Nem pela sensibilidade dos juízes.Nem pela reunião de câmara.Nem pela segunda-feira.Tem de ser imediato,pois é uma emergência que se não for acudida pode e resulta na maior parte das vezes na morte das vítimas.

Pedro Marques Rodrigues

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