Touriga Nacional

Caros leitores, se na última crónica escrita por mim, vos falei da casta Fernão Pires, pela sua enorme expressão na região Tejo, desta vez, passo para o lado das uvas tintas, com aquela que é considerada a bandeira nacional das castas tintas, a Touriga Nacional, casta autócne de Portugal, isto é, esta é nossa! Também é cultivada noutros países, como a Austrália e Estados Unidos, mas é em solo nacional que ela brilha e faz vinhos de topo. ARINTO É considerada portanto uma casta nobre, inicialmente cultivada na região do Dão, rapidamente se expandiu até ao Douro para ser utilizada na produção de vinho do Porto. Atualmente, os produtores descobriram o valor da Touriga Nacional na produção de vinhos de mesa tintos e o seu cultivo foi alargado para outras regiões, como o Tejo e o Alentejo. É uma casta de pouca produção possuindo cachos abundantes mas pequenos. Os bagos têm uma elevada concentração de açúcar, cor e aromas. Quando usada numa percentagem conveniente, obtêm-se vinhos com bom teor alcoólico, com aromas intensos de elevada complexidade, especialmente a violeta, frutos silvestres e floral, com taninos nobres e suscetíveis de longo envelhecimento. A sua elevada qualidade permite produzir excelentes monocastas, que eu recomendo que procure e prove e lotes/blends com outras diferentes castas. Há uma particularidade nesta casta, que eu enquanto provadora regular aprecio muito, que é a cor violeta que apresenta, única e especial. Atreva-se a descobri-la!

Rita Conim Pinto
Enóloga

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